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Notícia #38 de 2008

 

07/10/08

Curitiba sedia Simpósio de Terapia Celular

 

A liderança do Paraná em investimentos públicos em pesquisa, ciência e tecnologia levou a Associação Brasileira de Terapia Celular e a Comissão Organizadora do 3.º Simpósio Internacional de Terapia Celular a convidarem o governador Roberto Requião para ser presidente de honra do evento, aberto nesta quarta-feira (1.º) em Curitiba.

“Graças à sensibilidade do governador, digo com o orgulho que o Paraná investiu 300 milhões de reais em pesquisa em 2006, o equivalente a 1,9% do orçamento. Trata-se do Estado brasileiro que proporcionalmente mais aplica dinheiro em ciência e tecnologia”, disse o presidente do Simpósio, o médico e professor Paulo Roberto Brofman, que também coordena o Núcleo de Cardiomioplastia Celular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR).

Os dados citados por Brofman são do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Não há pesquisa sem apoio de entidades governamentais. Por isso, apoiados pela Associação Brasileira de Terapia Celular, não poderíamos deixar de convidar Requião para ser presidente de honra deste Simpósio”, falou o professor, na solenidade de abertura do evento.

Em seu discurso, Requião lembrou que o Estado investe R$ 80 milhões em pesquisa, ciência e tecnologia em 2008. “O Paraná tem um fundo constitucional de Ciência e Tecnologia. Temos a mais absoluta clareza de que não vamos muito longe, não chegaremos à próxima esquina do desenvolvimento econômico, ficaremos enroscados nos nós da ciência se não fizermos fortes investimentos em ciência e tecnologia”, frisou.

“As fantásticas possibilidades da terapia celular me entusiasmam. A ciência e os senhores estão abrindo uma porta para um mundo de transformações jamais sonhadas, tão extraordinárias que às vezes assustam. Mas manifesto a minha fé na infinita capacidade do homem de criar e de fazer o bem”, disse o governador em seu discurso.

A terapia celular é uso de células-tronco — células com capacidade de auto-replicação que podem gerar todos os tecidos do corpo humano — manipuladas em laboratório para o tratamento de doenças. As pesquisas começaram há cerca de duas décadas, com camundongos. Em 1998, as células-tronco humanas foram isoladas pela primeira vez.

Um dos temas centrais do evento, o projeto Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular faz parte do Programa de Ciência e Tecnologia em Saúde, prioritário para o Governo do Paraná. O Governo do Paraná investiu R$ 4,5 milhões na Rede Paranaense de Terapia Celular. A unidade foi criada para transferir tecnologia do Setor de Transplante de Medula Óssea do Hospital de Clínicas da UFPR aos hospitais das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unioeste).

A Rede permite a realização de tratamentos de alta complexidade em todo o Paraná. Agora, transplantes que eram realizados apenas em Curitiba e São Paulo serão feitos também em Londrina, Maringá e Cascavel. Além disso, fomenta novos projetos de pesquisa e reduz os gastos com deslocamento e permanência de pacientes que precisam buscar tratamento de alta complexidade fora da cidade onde vivem.

“De um lado, a Rede socializa com médicos, pesquisadores e acadêmicos informações sobre a terapia, estimulando a implantação de novos projetos de pesquisa, instigando novos avanços. De outro, permite que os paranaenses tenham acesso a tratamentos de alta complexidade em todo o Estado”, disse Requião. “Hoje, pode-se dizer que a Rede Paranaense de Terapia Celular é uma referência mundial em transplantes de medula óssea e no tratamento de algumas outras doenças afins”, acrescentou.

“Lembro ainda que o Centro de Pesquisa em células-tronco, na área de Cardiologia de Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, inaugurado em julho do ano passado, teve investimentos do Governo do Paraná, na construção da área, no apoio às pesquisas, na formação e capacitação de profissionais, na aquisição de equipamentos”, discursou o governador.

O Governo do Paraná também financiou a expansão da capacidade do Setor de Transplante de Medula Óssea do Hospital de Clínicas, a geração de novos empregos e a formação e capacitação de profissionais da área. A Rede Paranaense de Terapia Celular é referência mundial em transplantes de medula óssea e no tratamento de doenças como a anemia aplástica severa e a anemia de Fanconi.

“A nossa parceria estende-se também à PUC/PR, com o financiamento de projetos que têm à frente o ilustre presidente da Comissão Organizadora deste encontro, Paulo Roberto Brofman”, lembrou o governador.

Requião aproveitou a solenidade para explicar a política de saúde do Governo do Paraná aos médicos que participam do Simpósio. “Somos um dos dois estados brasileiros que mais reduziu as taxas de mortalidade infantil nos últimos anos. Este índice, inevitavelmente, necessariamente, acompanha um outro, o da redução da pobreza. Eis aí agora a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, do IBGE, apontando que entre os seis estados que mais avançaram na redução da pobreza, o Paraná foi o que obteve os melhores ganhos no Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH”, explicou.

“A regionalização do atendimento à saúde, com 35 hospitais construídos, reformados ou ampliados, os 300 Centros da Saúde da Mulher e da Criança que serão construídos até o final de nosso mandato, levando aos pequenos e mais pobres municípios assistência materno-infantil de primeiríssima qualidade, nossa parceria com a Pastoral da Criança, estabelecendo um pacto pela vida, os consórcios municipais de saúde; a ampliação do programa da saúde familiar, os dois bilhões de reais que estamos investindo na ampliação do saneamento básico, e outras iniciativas correlatas, por si só, não contribuiriam decisivamente com a melhoria dos índices de saúde e de redução da pobreza se, paralelamente, o Estado não avançasse em outras frentes”, argumentou o governador.

“Mais empregos, mais postos de trabalho. Para isso, eliminamos o imposto das microempresas e reduzimos a quase nada o imposto das pequenas empresas. Estabelecemos vantagens fiscais para investimentos em áreas de menor IDH. Elegemos a agricultura familiar e a pequena agricultura como prioridades. Resultado: o Paraná é, hoje, o estado brasileiro que mais gera empregos formais, com carteira assinada”, afirmou.

“Ao mesmo tempo, pela primeira vez em décadas, as pequenas propriedades agrícolas não estão mais desaparecendo, estancamos o processo de esvaziamento do campo como o conseqüente inchaço das periferias pobres das grandes cidades”, falou Requião. “Em conseqüência, caiu a mortalidade infantil, reduziu-se a pobreza. É assim que o mundo gira. Sem mágicas, sem milagres. Com ações muito claras, objetivas, precisas”, acrescentou.

O EVENTO — Nesta sexta-feira (3), a secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, e o médico Reinaldo Felipe Nery Guimarães coordenam mesa-redonda sobre Políticas para a Terapia Celular. Participam do debate representantes da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep), do Conselho Nacional de Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do CNPq.

O 3.º Simpósio Internacional de Terapia Celular é uma promoção da Associação Brasileira de Terapia Celular, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Ministério da Saúde, e tem apoio da Fundação Araucária. O evento tem apoio institucional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Finep, Sistema Único de Saúde e Anvisa.

O Simpósio reúne 550 médicos e cientistas, que vão apresentar e debater 136 pesquisas sobre células-tronco embrionárias e adultas. Em 2008, a Secretaria de Ciência Tecnologia e Ensino Superior investe R$ 81,3 milhões em projetos estratégicos, pesquisa e programas de desenvolvimento científico e tecnológico

 

 

 
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