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Entrevista Pesquisa com peixes traz desenvolvimento regional Pesquisa da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR) estuda variabialidade genética do peixe surubim para orientar a conservação da espécie. Leia entrevista com o pesquisador responsável, Roberto Ferreira Artoni.
O que já foi feito? O recurso da Fundação Araucária foi o único que conseguimos para este projeto. Contudo, acredito que, dentro das possibilidades, tivemos um bom progresso. Orientei um doutorado e tenho outro em andamento junto ao programa de pós-graduação em genética da UFPR. Também conclui a orientação de dois mestrados junto ao programa de pós-graduação em Biologia Evolutiva da UEPG. Em relação à formação de recursos humanos ainda orientamos diversos alunos de graduação como iniciação científica. Também divulgamos os resultados em eventos especializados na área e em periódicos de bom impacto na comunidade científica. A bem do conhecimento científico, destaco que palestras foram ministradas à comunidade leiga de piscicultores regionais e estreitamos relacionamento com a usina da Copel de Salto Segredo, ou Usina Hidrelétrica Governador Ney Aminthas de Barros Braga, onde desenvolvemos a técnica de reprodução do surubim do Iguaçu. Esperamos que frutifiquem novas parcerias e que tanto o Governo do Estado do Paraná, assim como o Ministério da Pesca nos ajudem a continuar esta linha de pesquisa com forte tendência ao desenvolvimento regional e inclusão social.
Qual o prazo para finalização do projeto? A primeira fase já foi concluída em 2008 e agora estamos aprofundando nossos esforços em novas metas com orientações de pós-graduação, estágio pós-doutoral. Pretendemos concluir esta fase até final de 2011.
O que são marcadores cariotípicos e moleculares? São ferramentas de genética que permitem concluirmos a cerca da herança de características, parentesco das espécies, sua distribuição e conservação e a aplicação para o reconhecimento de estratégias de manejo para o melhoramento.
Qual a importância da interpretação da variabilidade genética de peixes? A variabilidade genética é a base para a sobrevivência das espécies. A seleção natural, tão falada neste ano que comemoramos os 150 da teoria proposta por Darwin, é o mecanismo que atua sobre os indivíduos e populações norteando, pela sobrevivência e reprodução, o sucesso dos mais aptos. Deste modo, é muito importante saber o quanto de variabilidade genética uma espécie possui se pretendemos conservá-la ou manejá-la para a escala de produção sem deteriorar seu patrimônio genético (genoma).
Quais as vantagens que a criação desse peixe representa? Certamente a maior vantagem é a disponibilização de um alimento de alta qualidade. Se bem orientada pode ofertar proteína e ácidos graxos essenciais à merenda escolar, por exemplo, enriquecendo a refeição de muitas crianças que só fazem sua principal refeição na escola. Isto antes mesmo de pensarmos em grandes investimentos para a indústria de exportação.
Quais são as inovações da pesquisa? Não tenho dúvidas em afirmar que o pioneirismo está no desafio em trabalhar com espécies nativas das quais se conhece quase nada e no emprego de ferramentas de genérica de ponta para orientar a conservação e produção em cativeiro destas espécies.
Fonte: Confap [http://www.confap.org.br/entrevistas.php] |
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